Rubbish!

That is right; rubbish! I thought I could just leave AdriandHer3 and get on with my life now that my youngest one is 5 and the eldest ones are 14 e 17-years-old! Nope! I am still a mom. Their mom. And, not much has changed: it is 5pm , I am rushing about with dinner because no one else is. Do I want to cook for my children? Of course not. I have been doing this for 17 years, for goodness sake. I do not want to cook for anybody, not now. I just have to do it because I am a mom. Wait, a ‘stay-at-home-mom’.

So to all of you moms out there; we are back in business, let’s talk…

Shoot! 5:30pm! The worst time of the day for a mom – dinner time, bath time, brush teeth, bed time story (ha ha ha as if I have managed to stick to this routine every night), clothes for Kindergarten tomorrow, take the ballerina to ballet class at 7:50pm, pick her up at 9:15pm (dad will do that), make sure senior daughter is on track with College applications, laundry still going on, dishwasher too, my women’s group event is this Saturday, so it is the Women’s March in San Jose, check

What is left? A very tired 40 something woman, wondering in Silicone Valley, absorbing all the pressure, releasing all the crazy thoughts. Trying to find a way back into her career -perhaps, awakening an old passion – perhaps, and telling a lot of people and the school system to get lost! Because there are a lot of things around here which are just: wrong.

img_20170119_173732686_burst000_coverSpeaking about schools…this is  my 5-year-old homework sheet from Kindergarten. Since he started Kindergarten he has had a lot of frustrations. Nothing seems good enough for his teacher. I have received an email from her saying that he is having a hard time with his homework. I disagree; I think she is having a hard time with his homework.

The teacher wants Mateus to ‘write his opinion on the story’…

  1. He cannot write yet, but his effort was lovely! And he did not want his bunny to be colorful, so what?! If you are sad you are not colorful. Can you say something good about the homework? Look at that bunny: have you seen his long eyelashes!? Uuuu! The patterns on his clothes? So Burberry! Do me a favour.
  2. Should his opinion (a 5 year old) on the Bunny book be something like: ‘Well, considering all sides of the story I’d say the little bunny ran away because his anxiety grew on him, the pressures of the current school system just destroyed his self steem and creativity!’ – seriously?!

What is wrong with Education?

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I am back. Thinking. Talking. Taking action. Join me!

love,

adri xxx

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Adeus! – estamos crescendo!

Estou aqui sentanda escrevendo e a minha frente, num telao, vejo um monte de nossas fotos em família, desde quando as meninas eram pequenininhas, lá na Inglaterra, na Hungria, no Brasil, Nova Iorque, até chegarmos aqui, no Vale do Silício! Sensasional!

 

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É incrível ver como minhas menininhas se tornaram umas mocinhas, como meu baby boy já é um meninão! Não muito legal, porém, constatar quão pouco cabelo me sobrou na cabeça rs!

 

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Eu costumava pensar que era tão difícil criar duas meninas pequenas, longe do meu país, longe da minha família…e agora, olhando para trás eu posso te falar o seguinte:

-Bons tempos! Quanto maiores os filhos, maiores os problemas – mesmo rs! Qualquer pai de adolescente, não importa o quão comportado ou santinho seja esse adolescente, ele vai te dizer: a adolescência é uma fase extremamente difícil e complicada para os pais! É nessa fase que você não sabe nada, eles sabem tudo, e não sabem de nada! O resultado dessa equação é doloroso e inspirador ao mesmo tempo.

Como mãe, você sofre se o teu filho tem uma febre, um vírus horroroso, uma cirurgia de apendicite! Bom, quando você é mãe de um adolescente, você pensa que o mundo acabou quando seu filho/a te diz que não tem amigos, que não conseguiu entrar para o time da escola, ou pior, quando eles estão com depressão ou ansiedade!

Quando os filhos são bebês você sente uma afinidade incrível com aquele ser pequenino e tão dependente de você. É um relacionamento tão forte que ás vezes, ao ficar longe do bebê parece que estão te tirando um pedaço do próprio corpo! Esse amor tão intenso que até dói, não se repete em nenhuma outra fase da vida humana, nao assim! Você sente uma força vinda do seu corpo inteiro, e do seu coração a qual protege o seu pequeno de tudo e de todos. Quando eles crescem, essa força ainda está em você, mas ela não é mais tão eficiente…simplesmente dar um beijinho no machucado, já não o faz sarar tão depressa.

Os teus adolescentes vão fazer más escolhas, vão levar tropeções, vão cair;  tudo o que você poderá fazer será…observar, assistir, rezar e chorar quietinha, secar as lágrimas antes deles chegarem em casa. O seu amor incondicional estará lá, sempre. Seus filhos adolescentes o rejeitarão, mas você sabe que eles precisam demais desse seu amor, eles querem ser amados. Você permanece imutável e espera. Você sabe que tudo isso faz parte do ´crescer´, eles estão formando seus próprios eus.

Enquanto nossos adolescentes se esforçam em se tornar os melhores adultos que possam ser, e o mais diferente de você o quanto for possível (rs faz parte gente); você conseguirá vislumbrar em meio ao caos, essa pessoa magnífica que está se formando debaixo dos seus olhos!

Tudo isso acontece muito rápido. Da mesma forma que minhas meninas espalhavam seus brinquedos pela sala, hoje o chão da minha sala esta forrado de pecinhas de Lego – afinal eu tenho um filho de 5 anos! – Eu não me importo, nem faço caso dele guardar tudinho antes de ir pra cama. Eu sei que não demora nada e esses Legos desaparecerão da minha vida por completo, assim, sem nenhuma cerimônia especial…

Adri está dizendo adeus e um muito obrigada do fundo do coração! Meus três filhos maravilhosos estão crescendo e eu também! Sem medo de ficar velha ou obsoleta rs! Eu experimentei de tudo durante a maternidade; eu cometi muitos erros e ainda consigo cometer uns erros novinhos em folha rs. Eu trabalhei período integral, meio período, e também fiquei em casa com as crianças. Eu amei (amo!) os meus filhos loucamente e também já quis esguelá-los (na fantasia rs!) muitas vezes!

Amar as pessoas do jeitinho que elas são, cuidar das pessoas é algo natural em mim. Então agora estou deixando o AdriandHer3!, para poder me dedicar ao meu baby número 4: Café com Abraço – um grupo muito especial de empoderamento de mulheres, com eventos mensais, aqui na Baía de São Francisco! O Café tem sido descrito e mencionado por muitas mulheres aqui no Vale, de varias formas positivas, mas eu creio que uma das melhores veio da Luciana Peixoto:

‘…você fundou algo parecido com um templo ( no sentido de local no qual se busca paz de espírito) e nele as pessoas/ mulheres são bem-vindas e convidadas a compartilhar seus interesses e dividir assuntos pertinentes à realidade de todas, sem muita ficção, personagens imaginários ou julgamentos. Vendo desse ponto que estou, isso parece ser inovador no campo da espiritualidade e crescimento da consciência humana. Estou impressionada.Essa iniciativa contagia as pessoas sem exigir que elas sigam a orientação de nenhuma filosofia específica. É revolucionário. Você é uma mulher revolucionária. Está fazendo a diferença e executando muito bem.´

Agradeci e agradeço muitissimo a Lu Peixoto por suas palavras de incentivo. Isso e o que todas nos precisamos: incentivo! Tenho grande admiração por mulheres que realmente empoderam outras mulheres. Mulheres que realmente acreditam em ´sisterhood´ e que estão prontas e aptas a levantar umas às outras, sem se preocupar em ´quem vai chegar lá primeiro´. A Luciana Peixoto é uma delas.

Estamos todas crescendo, juntas, e isso é muito bom!

Fica aqui o convite a voce, mulher, a se juntar a nos!  www.cafecomabraco.com

Estarei escrevendo e contando sobre nossas jornadas como mulheres brasileiras, aqui no Vale do Silício! Voce nem imagina o quanto estamos aprontando por aqui!!!

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Cafe Conquistas! @ Xerox Parc, Palo Alto, CA – Agosto 2016

Venham para o abraço!!!

Adri xxx

Good bye post – we are all growing up!

As I sit in my living room to write what seems to be AdriandHer3’s last post, right in front of me there is a large screen showing our miscellaneous family pictures.

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It is wonderful to watch how my little girls became young women, how my last baby became a big boy. And, it is scary to see how much less hair I have on my head now!

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I used to think it was so hard to bring up two little girls and now looking back I can tell you:

‘Nope! It was a breeze! Any parent of a teenager, no matter how good their teens are, will say the same thing: adolescence is an extremely challenging time for parenting. It is a time when you know nothing, they know everything, and they know nothing! The results of that equation are heartbreaking and inspiring at the same time.

As a parent, you suffer when your little kid has a fever, a horrible virus or an appendicitis surgery! Well, when parenting a teen, you think basically life must be over when they say they do not have any friends, or did not make it to the team, or worse, are experiencing teen depression or anxiety.

The thing is, when they are babies you experience a closeness to your child that is equal to nothing in this world. A love, a sense of great power exuding from your entire body and heart that will protect them from anything. When they grow up this power is still there, but it does not seem to be quite as effective…simply ‘kissing it better’ won’t do anymore.

Your teens may stumble and fall and all you can do is watch…pray…tear up quietly an dry your tears before they come home. Your unconditional love is there and they seem to reject it, but you know deep down they want to be loved, they need it so badly. So, you remain unchangeable, you… wait. It is all part of their growing up, the forming fabrics of their very own character.

As your teens strive to become young adults and to be as different from you as possible; you will catch glimpses of the great human beings they are becoming. Glimpses among all the chaos!

Just like my girls’s Polly Pockets, Bratz dolls and drawings used to be spread around our living room, today I have thousands of Lego pieces from my 5-year-old boy! I do not care, I do not even make a fuss for my son to pick them all up before going to bed. I just look at them and know…these too, will disappear way too soon…

Adri is saying a heartfelt thank you and good-bye! As my 3 wonderful children grow, I grow too! And without fear of growing old, or obsolete. I’ve  experimented all the time throughout motherhood: I made and still make tons of mistakes. I worked full-time, part-time, was a stay-at-home-mom…I loved them and also wanted to kill them at times! (not literally of course!).

Loving people for who they are, caring for people is something very strong in me. So now, I exit AdriandHer3! in order to look after my 4th baby: Cafe com Abraco: a very dear expat women’s empowering and inspiring group, which holds monthly events in the Bay Area. Cafe has been described in many beautiful ways, but Luciana Peixoto’s definition was quite on point:

‘…Cafe com Abraco is like a temple – as in a place where you search for spiritual peace – and in this place people/women are welcome and invited to share their interests as well as all aspects of their lives, without much fiction, imaginary characters or judgement…This is an innovation in the field of spirituality and human growth. This initiative is contagious and people participate without having to follow any specific philosophy. It is revolutionary!’

I have to thank Lu Peixoto once more for her kind words. I admire all women who truly empower one another. The ones who understand the meaning of ‘sisterhood’ and are ready and willing to help each other, without worrying about ‘who gets there first’. Lu Peixoto is one of them.Thank you for supporting us all!

We are all growing together and it feels good!

See you there @ www.cafecomabraco.com

I will be posting everything about our journeys, right here in Silicon Valley! You have no idea what we are up to! It is all good!!

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Cafe com Abraco: Cafe Achievements! @ Xerox Parc, Palo Alto, August 2016

Want to know more about it? Check out our website or join our Facebook group Cafe com Abraco!

Adri xxx

 

 

 

 

Please don’t grow!

Being a mom is being controversial, a liar and fake!

I love my kids… mainly when they are asleep! The silence, the peace around the house! Then, I finally have some well deserved time for myself: I go on Facebook and post cute photos of my kids, or videos of my toddler playing, or I just go on looking at my children’s pictures, old ones, preferably. Can’t get away from them!

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When they are having tantrums I want them to grow up! Grow please grow, I cannot take this anymore! Then, when they grow up and are kindergartners…oh, that last Summer is a mix of feelings!’ Yay! Extra cash! No more paying for day care or preschool! Yay! Time for myself!  Real school time, homework, big kid, I won’t be wiping anyone’s butt anymore!’

If you have a 5-year-old and you live in the Valley, you are about to embark in the world of School! If you have a Senior…you are entering the world of ‘College’…in any case it is the time of separation. The so longed ‘time for yourself’! It’s here, it’s arrived! And you are ready, right?! Besides, you were going mad bringing up these kids- toddlers on your neck, teens on your nerves! It is your time now!

Many of us find ourselves in a limbo…I did it all and it is time to go back to work (yikes!) or, I have being a working mom and now I have no more babies (what?!), my baby is all grown up! (what?!)

In my case, I am going to have a bit of both…this is my ‘baby boy’s’ last Summer and next I’ll have a daughter leaving to College. I have waited so much for these moments, and I’m not embarrassed to say I do have a couple of feelings I am currently faking!

Fake feeling # 1: I’ve been pretending it is just awful that here where I live, in Los Gatos, California, my 5-year-old-son will join Kindergarten for only 2h30′ per day! It is close to obscene that all I will have time for is to take him to school, come back home, clear the breakfast table, check social media (ha ha) and go back to pick him up! Outrageous Educational system! How can a mother work!?

Reality: Thank God! That means I get to stay with him one more year!! One more year, hugging, kissing, telling him 24/7 how much I love him, being in the pool during Summer, pumpkin farms in Fall, Christmas lights in Winter!! We are good! shhhh!

Fake feeling #2: Next Summer, there will be one free bedroom at home! Finally an office! I hope my daughter will get into an English College because she is British, she wants to go back home and she will be so happy in London – I want her to be happy!

Reality: Please God, it will be so nice if she gets into a UC!! She can drive home at the weekends or at least for every holiday! Thanksgiving with the whole family!

We moms are like that; we go crazy, we complain, we demand our down time, we need to be left alone until we are really left alone!

We know we bring up our kids to the world, and we try to make a good job out of it. But…just between us: it is the hardest part of our lovely job as moms: to let them go!

Enjoy your madness!

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While it lasts! 😉

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Much love, energy and strength to you all moms, everywhere! As for me…I carry on complaining a little and enjoying tons and tons of this exhilarating thing: Motherhood!

Adri xxx

 

 

 

 

Aguenta se for mulher!?

Ser mulher é desafiador. Você foi criada dentro de padrões ainda patriarcais (na maioria das vezes) e se pega questionando muitos fatos:

-Nossa, por que naquela foto dos empreendedores aqui no Vale do Silício, só tinha uma mulher e 10 homens? Por que não temos mais mulheres na política? Por que minha amiga tem o mesmo cargo, formação, até mais tempo de empresa que aquele cara, mas ele ganhara uma promoção primeiro?

Ser mulher nunca foi fácil! Houve época em que era pior ainda, não podíamos vestir uma calça ou votar. Isso nao significa que a luta acabou; ser mulher em algumas partes do mundo é até heroico!

ser mulher

Hoje, vestimos calças, votamos, casamos e descasamos. Mas ainda somos mau-representadas, ainda somos objetificadas, ainda temos medo de andarmos sozinhas por ai (dependendo do país, horário ou da roupa que vestimos!), ainda somos estupradas física e moralmente. Nós, nossas mães, nossas filhas, nossas amigas, nossas inimigas – todas sofremos uma opressão ou uma minimalização dos nossos sentimentos de: inferioridade, de minoria e de falta de voz na sociedade!

Quando uma mulher é estuprada por 1, 28, ou 33 homens e acontecem piadas na mídia social sobre tal abuso,  julgamentos; ‘ela quis dar pra mais de 20, problema dela!’-  você ve que nossa sociedade precisa se re-educar. Fomos criadas dentro do patriarcalismo; nem todas com acesso às informações que proporcionam questionamento de comportamentos e padrões sócio-econômicos (O que acontece nos bailes de favela? Qual o futuro que as meninas dos bailes de favela enxergam para elas? Quem está esclarecendo a cultura do estupro ali dentro? Quem está lutando por essas mulheres?). A maioria ali entende que sua função é ‘agradar’, se subjetificar e com ‘sorte’ ser aceita, escolhida, amada…

Nós mulheres, precisamos sim, falar alto, falar grosso, falar com autoridade, falar palavrão, falar! Você precisa ouvir a voz das feministas de nossa época. Você precisa ser uma mãe feminista. Você precisa parar de julgar suas amigas e dar as mãos.

Há muitos paradigmas a serem quebrados, muitos tabus, há muitas de nós – incluindo eu – que precisam de uma re-educação. Não é normal sentir medo ao sair nas ruas (seu marido tem medo de ser estuprado quando sai de shorts na rua?), não é normal sentir culpa porque seu marido hoje lavou uma loucinha (ele já se sentiu culpado por não ter lavado a louça??!), não é normal achar que era normal que VOCÊ abdicasse de sua carreira para cuidar dos filhos, pois seu marido ganha e sempre ganhara BEM mais que VOCÊ – não é normal, pronto e acabou. Deixar a carreira por escolher ficar com os filhos é uma coisa, outra é ter que abdicar da carreira por comparação a carreira de seu parceiro e sair ´perdendo´.

Questione-se. Sempre. Vivemos numa era em que nós, mulheres, estamos acordando para tristes realidades. Essas realidades podem ser transformadas. Mães, instruam-se, nao tenham medo das feministas. Não estamos contra os homens, estamos contra o menosprezo da mulher na sociedade, contra o estupro, contra a objetificação da mulher.

Aqui, no Vale do Silício, minha própria filha aos seus 13 anos, teve que lutar por seus direitos de simplesmente poder andar pelos corredores da escola sem gritarem comentários abusivos sobre sua ‘bunda’ (sim ter uma bunda brasileira aqui nos EUA, causa muitooo) -e não ser ouvida! Tivemos que chegar ao ponto de mudar de escola no meio da oitava serie, pois o assédio estava causando traumas e situações impossíveis.

E por que eu falo sobre isso? Porque ficar calada não resolve, é como se eu estivesse dizendo ao diretor machista da escola dela: Você esta certo! Vamos continuar punindo as meninas afinal, coitadinhos daqueles meninos; não podem se conter! (são animais, não são seres humano ?!?) – Eu tenho filhas e filho. Educo meu filho para que seja um homem do bem, um menino digno que respeitará as meninas e que não vai sair por ai como um maníaco sexual cantando todas! Uma menina de 12, 15 ou 30 anos não quer ouvir comentários sobre suas partes sexuais. Isso a faz se sentir: mal, suja, agredida.

Diga não e ensine a seus filhos/as a dizeram NÃO à cultura do estupro. Isso é muito sério.

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Clara, 14 anos, em sua nova escola, apresentando seu projeto de formatura da oitava serie: Não a Cultura do Estupro!

 

Dentro da cultura do estupro, as mulheres não são vistas como seres com vontade própria, são consideradas propriedade dos homens. Cabe às mulheres obedecerem às regras masculinas – ser feminina, falar baixo, aceitar ser vista como objeto sexual pois “homem é assim mesmo”. E quem não aceita as tais “regras masculinas” é culpada por tudo o que lhe vier a acontecer…sério? Por quanto mais tempo aguentaremos essa explicação absurda de que: ‘homem é assim mesmo?!’ – Os daqui de casa não são! Se você tem um assim, questione-se: realmente quer estar com ele?

Força mulheres!

Adri xxx

 

Right next to you, that’s where I want to be!

I imagined this Mother’s Day completely different…

Wednesday, 5/4/16: My little boy has a small tummy ache and I give him a prebiotic supplement; things are fine.

Thursday, 5/5/16, pm: He has a tummy upset all night long, sleeps on and off, no tears. Around 2 am he throws up, then again…I am more than worried, but thinking it could be a rota virus, perhaps?

Friday 8am: as soon as the doctor’s open I am there. My little boy cannot put his right foot down, now the pain is clearly on his right side, appendicitis is on our minds. His pediatrician examines him, and although she is kind of ruling appendicitis off she says; “But go across the road to the hospital and do an ultrasound, just in case.” My husband then, decides:

‘Okay, I will go back to work, and you guys call me if anything’. (off he goes!)

In my mind and heart, I am like: ‘What?! No, really? I am going to the hospital by myself and will have to wait for the results by myself and they will be positive, you know?’

I toughen up and go, by myself. I carry my son (he is 21kg!) to the hospital entrance and ask for a wheel chair.

After the ultrasound they tell us to remain at the waiting room…

‘Shall I perhaps, call my husband?!’

‘Yes honey, why not? That wouldn’t harm’ – a nurse, looking at me with a pitiful smile…

‘Hi, Come  to the hospital! The result will be positive, come right now, please!’ (Me on the phone, with my husband).

I cannot tell yet what was the worst part of this story…but seeing your child in a hospital bed being taken away from you, through the big surgery theater doors…is just a very daunting experience. I kissed Mateus on his forehead and asked him to be brave. I assured him that everything would be alright, mommy and daddy would be right there when he woke up and his tummy pains would go away.

His bright blue eyes were full of tears which he would not allow to run down his rosy cheeks; he was trying to be brave. And that broke my heart into pieces. Still, as his mommy I felt confident that he would be okay… As my husband and I turned our backs and walked towards the waiting room, I had a flashback of all the wonderful memories made with my son. I was fully with him, I loved him, cared for him and gave my all to him during these amazing 5 years.

I felt like crying uncontrollably, I felt like rebelling against whatever, or maybe falling in my husband’s arms…but all of a sudden in the middle of chaos, came peace. Both my husband and I knew we could not face each other…no eye contact – just keep going, keep strong and let’s see our little boy soon.

Every parent who has a child going through some sort of surgery and general anesthesia, no matter how big or small the surgery is, wonders: what if… As for me, my sense of peace comes from prayer, from believing in an almighty God. He was merciful enough to warn us in time, for this surgery.

After one hour, the surgeon comes to meet with us and says everything went very well. We caught the appendicitis at the very beginning and it had not burst. He also mentions what a brave boy Mateus was, and that he was trully impressed.

Next: the anesthesiologist…well, he had some news to us…when he gave our son a muscle relaxer injection, Mateus had a reaction to it; his facial muscles went all stiff. This could be a sign of a bad reaction to the anesthesia and therefore, I should watch out for ‘sudden fever or blood in his urine’. Malignant hyperthermia could be on the horizon, in this case we were to call the doctor on his cell immediately, because he was worried. I felt like throwing up, fainting, crying. I did none of those. I just sat there frozen and afraid of seeing my son – I needed to have a happy, in control face to present to him when he woke up.

When we got into the post-surgery-room to meet Mateus, he was still asleep. I took one look at him and started shaking like crazy, could not control myself. It took some time for him to come round and that felt like an eternity.

Well, did I have a good night in hospital? I did not sleep at all, checking his fever and jumping off my chair every time the heart monitor beeped..Praise goes to all nurses from Good Samaritan Hospital, who cared for my son in such a loving way, who put my infinite worries to rest.

Thanks be to God and all my friends in prayer and good thoughts. All went well, no fever, a wonderful recovery, and we were back home for Mother’s Day!

There were many Mothers’ Days when I wished to be on a deserted island! Today, my wish is to be glued to my son, who is right by my side watching a movie and relaxing 🙂

This is the most perfect Mother’s Day it can be!!! I got beautiful hand-made cards from all my 3 children, special breakfast with crepes and flowers, my elder daughter woke up at 6am to bake me a surprise heart shaped cake! (teens do not wake up before 12pm on a Sunday!).

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To all moms caring for their sick children, at home or in a hospital bed…God bless you all and may He bring peace to your hearts, strengthen your souls and carry you in His arms when you feel you can no longer stand.

Happy Mother’s Day!

Adri xxx

 

 

 

 

Faca no dente! Selva!

Escola para os filhos: está aí uma coisa que me deixa louca aqui no Vale do Silício. Se cada filho traz uma preocupação diferente e quanto maior o filho maior o problema…vocês podem entender porque eu ando escrevendo tão raramente rs! Meus filhos estão crescendo; 5, 14 e 16 anos!

Quando a gente tem um bebê, sofre porque tem um bebê! Chega lá pelos 8 meses (ou antes, muito antes galera!) você, a  glamorosa ‘stay-home-mom’ está a beira do desespero por um ‘break‘. Você acorda um dia, atordoada, deixa as culpas todas debaixo do travesseiro, cata o bebê e sai a procura de um ‘daycare‘, uma escolinha. Você faz a via-sacra e volta desolada com um bebê cansado, um carro zoado, e lagriminha nos olhos – nos seus olhos!

‘Sorry honey! We have a waiting list of one year. You should have enrolled him/her when you were expecting, that is what most mothers do.’ (‘Desculpa meu amor! Nossa lista de espera é de um ano. Você deveria te-lo registrado quando estava grávida, isso é o que a maioria das mães fazem.’) -diz a diretora da escolinha vencedora da tua minuciosa e hiper detalhada listinha!

Bem, passa um ano, dois, enfim, um dia você consegue uma escolinha. Seria provavelmente, mais fácil, ter encontrado uma vaga de emprego do que uma vaga na bendita escolinha!

Você pensa que vai ter um descanso! kkkkkkkkkkkk bobinha! Sabe nada! Você vai é entrar na era do ‘voluntariado’. Você vai fazer cookies de coraçãozinho para o Valentine´s, pratos para a festinha da Páscoa, vai se sentir na obrigação de comprar sacolas horrorosas para ajudar o ‘fundraising’ da escola do seu filho, ou, comprar essas ‘Sees Candy’s’ fuleiras, ou um livrinho da Scholastics que nunca acertam nas entregas. Você vai voluntariar para fazer massinha com farinha e sal na sala do seu filho, ou para ensinar algo ‘diferente’, ou para dirigi-los ao zoológico! Enfim, oportunidades é que não vão te faltar!

Elementary School!  A partir daqui você não decide mais nada amiga. Esquece aquela casa moderninha, com um quintalzinho, 4 quartos…esquece! Você vai morar onde a escola é boa. Aperta toda a família numa casinha (de madeira) e reza para que a escola seja ‘boa’ de verdade. ‘Voluntária’ is your middle name rs! O tal bullying começa; você pega leve, aconselha seu filho e seguem em frente. Bem vinda ao mundo da ‘homework'(licao), das ‘notas’ e ‘labels'(rótulos) – Teu filho está na matemática avançada ou não? Não? Tá sofrendo ‘bullying’ pois pode estar sendo chamado de: ‘dumb one’ (o tonto/burrão), ‘dumb lane’ e por aí vai. E você? Na luta! Unhas e dentes!

Middle School! A pior fase! Pronto, agora o bullying e super real, os rótulos também. Homework virou o inimigo número 1 da família rs! ‘Voluntária’ não é mais seu ‘middle name’ mas o seu NOME mesmo! Não interessa se você trabalha full-time ou não. Dá seus pulos aí minha amiga! Esportes: não tem nada de lazer…é competitivo e pronto. Entrou no time, entrou, nao entrou; dançou! Vai ter que treinar por fora ($) e tentar entrar no time no ano que vem; ‘boa sorte’. Então você tem em casa: uma criança na puberdade, atolada de responsabilidades as quais ela mal pode dar conta. Bem-vinda a era da ‘ansiedade’ em suas formas mais diversas. Você, o que faz? Luta, luta, mata um leão por dia! Não deixa a cultura local derrubar o teu filho!

O colegial! Que coisa linda! Você pensa assim: essa área onde moro é boa então o colégio é bom (sqn)! Você sai procurando um colégio para o seu teen. Daí percebe que: as escolas Católicas são muito boas e o precinho e um pouco mais acessível (Harker $45K por ano). Porém, contudo, todavia…você tem que entrar num processo bem complicado! Teu teen tem que se preparar (fazer aulas particulares, testes online, etc) para um teste escrito de 3 ou 4 horas. Voce (sim, você) tem que preencher uns 9 formulários online, por escola – geralmente, se escolhe pelo menos umas três escolas. Multiplica aí o teu trabalho!

Um belo dia em Março, após as 17hrs, as escolas divulgam via email se seu teen foi admitido ou não . Imagina a tensão nesse tal dia? A choradeira, o desencanto, o desespero de quem não entra em nenhuma? E o Instagram bombando? -para piorar a vida de quem nao entrou 😦 Os teens postam uma foto do email recebido das escolas e escrevem: ‘Class of 2020’ ou ‘Proud Monarch!’ (Mitty High School) ou ‘Proud Panther!’ (Presentation High School – girls) e por aí vai!

clara notre dame

Aqui em casa tivemos muito choro, pois ela primeiro soube da escola que não entrou. Quando eu ía fazer as malas e me mudar do Vale rs chega o email acima!  Gente, sufoco total esse negócio, affee! Por tudo que a minha filha enfrentou na ‘middle school’; bullying e assédio, essa semana foi pura vitoria! Sou uma ‘proud mama’ (mãe orgulhosa) me sinto o Rambo da história 😉 Me rasguei lutando muito junto a ela, por sua saúde emocional, por seus interesses, seu futuro. Fiz demais, fiz de menos, fiz o que me parecia certo nas circunstâncias em que nos encontravamos.

Havia dias em que eu sentia estar sendo puxada por todos as extremidades do meu corpo! Era o pequeno exigindo minha atenção, eu com o pé na cozinha na obrigação de produzir uma janta nutritiva, a de 14 anos estressando sobre as escolas, a primogênita estressando sobre o tal vestido para o Prom! Meu marido querendo ser meu marido! Eu não tinha mais o que ceder, o que falar, o que doar de mim. Fiquei louca! Queria mesmo era mandar todos…rs sqn!

Socorro! Cade eu!? Quem sou eu!? Onde estou?! O queeee? Quando esse povo todo me aconteceu rs?! Eu tive situações de delírio onde eu tinha 26 anos e dizia NÃO ao meu marido kkkkk ‘Não’ a vida globalizada! Mas, daí me vi sozinha. Sozinha.

Hoje, escrevendo, sinto um pequeno alívio. Também sinto que posso dar um basta. Assim sugeri o tema para o nosso próximo encontro do Cafe com Abraco: Cafe ‘Basta’! O interessante é que muitas mulheres ao meu redor tambem sentem-se assim: basta! Basta desse estilo de vida estressada, basta dessa competição entre as mulheres, crianças, pais, mães! Basta de bullying! Basta de ver tudo pelo avesso e não poder fazer nada.

Qual é o seu ‘basta’!? Vamos mudar essa história?!

steve jobs crazy enough

Creio que somente os loucos pensam que podem mudar o mundo. E são exatamente esses quem fazem a diferença, pois foram loucos o suficiente para acreditarem que podem!

Quem vem?!

Café com Abraço apresenta: CAFÉ BASTA!  (Café NO MORE!)

Onde!? Testarossa Winery – 300 College Ave, Los Gatos, CA 95030

Quando!? Domingo, dia 20 de marco

Que horas!? As 14hrs

Estilo piquenique: traga algo (simples) para dividir. Mais informacoes: no nosso grupo Facebook Cafe com Abraco.

‘Tudo vale a pena quando a alma não e pequena.’

Aquele abraçoooo!

Adri xxx